O método PDPA

O que o cliente realmente quer de uma empresa

Quatro expectativas, sempre na mesma ordem. Cada uma se desdobra em três dimensões operacionais. Juntas, formam a grade pela qual o cliente julga a relação — e a única grade legítima para a empresa decidir onde investir nela.

As quatro expectativas

Quatro expectativas, doze dimensões

1

Precisão

“Calibração da promessa, onde tudo começa.”

Três dimensões operacionais

A ruptura mais comum não está na entrega: está na promessa. Prazo dito na venda que a operação não sustenta, condição descrita de um jeito e executada de outro. É a expectativa que trava primeiro e quase nunca é onde o volume de reclamação aponta.

2

Disponibilidade

“A operação pensada a partir do cliente, não do processo interno.”

Três dimensões operacionais

Não é sobre ter canal. É sobre a empresa se fazer presente nas mais variadas demandas e necessidades relevantes do cliente.

3

Parceria

“Reconhecimento genuíno e contextual do cliente.”

Três dimensões operacionais

Geralmente aparece quando algo dá errado. É nesse momento que o cliente descobre se a empresa trata o problema como dela ou como dele.

4

Aconselhamento

“Autoridade comercial para orientar e sugerir.”

Três dimensões operacionais

O nível mais alto e o mais raro. A empresa ajuda o cliente a decidir melhor, inclusive quando a melhor decisão não é a maior venda.

A ordem importa

Dependência, não hierarquia

A ordem não é hierarquia de importância, é dependência. A base — precisão e disponibilidade — é sistêmica: resolve-se uma vez, no processo, e vale para todos. O topo — parceria e aconselhamento — é individual: resolve-se cliente a cliente ou por grupo de cliente.

As duas primeiras apenas evitam a insatisfação. São necessárias as quatro para criar a satisfação plena.

Uma empresa que financia programa de relacionamento com a promessa básica rompida não está investindo pouco — está investindo fora de ordem, e o retorno geralmente aparece de forma parcial. Longe do potencial adequado.

As duas leituras

O que o cliente diz, o que o time acredita

Manifestação espontânea

O que o cliente diz

Leitura construída sobre manifestação espontânea: o que os clientes já registraram por conta própria, sem questionário e sem o recorte da empresa. Pesquisa dirigida só devolve o que alguém decidiu perguntar, e não alcança quem foi embora sem responder nada. Quem responde pesquisa dialoga com a empresa e quem comenta espontâneamente dialoga com o mercado.

Pesquisa cega

O que o time acredita

O sistema gera a pesquisa interna a partir do consolidado das manifestações dos clientes. O time responde sobre os mesmos pontos sem saber o que os clientes disseram.

Por unidade

A distância entre as duas

Onde as leituras coincidem, a organização sabe onde está. Onde o time se avalia acima do que o cliente relata, há ponto cego — e investimento apoiado em certeza falsa.

A pesquisa interna busca o fato relevante, não avalia pessoas. Não identifica respondentes e não produz ranking individual.

O que o método não é

Cinco coisas que o PDPA não faz

  • Não é pesquisa de satisfação. Satisfação é o que sobra depois; expectativa é o que vem antes.
  • Não é social listening. Volume e polaridade não dizem onde, na jornada, a relação quebrou.
  • Não é auditoria de pessoas. O objeto é a visibilidade da operação.
  • Não é projeto de TI. Nenhuma integração, nenhum acesso a sistema crítico.
  • Não é uma lista de raclamações a ser perseguida.

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