Capital relacional
Toda função executiva nasceu do mesmo processo
Primeiro veio o conceito. Depois o vocabulário. Depois o instrumento. Só então a cadeira.
A tabela
Capital, instrumento, cadeira
| Instrumentação | Vocabulário | Conceito | Transformação | |
|---|---|---|---|---|
| Controladoria | Balanço, DRE, indicadores | Contábil | Capital financeiro | A cadeira do CFO |
| Supply chain | SCOR, fulfillment, OTIF | Logístico | Capital operacional | A cadeira do SCM |
| Relacional · PDPA | Leitura contínua do cliente | 4 pilares · 12 dimensões | Capital relacional | A cadeira do CCRO |
Nenhuma dessas funções nasceu porque alguém decidiu criá-la. Todas nasceram quando um tipo de capital passou a ter instrumento capaz de sustentar decisão. Antes da contabilidade de dupla entrada, resultado financeiro era opinião. Antes do SCOR, eficiência logística era impressão.
O capital relacional está no estágio anterior. Todo executivo sabe que ele existe, ninguém discute sua importância, e nenhuma empresa consegue dizer quanto tem, onde está concentrado ou para onde está indo.
O NPS parou no primeiro passo: mede, e medir não vira gestão. Uma nota agregada não diz onde a relação quebra, em qual unidade, nem em que ordem corrigir. Sem isso não há decisão — e sem decisão não há cadeira.
A tradução financeira
Onde o capital relacional aparece no número
Receita futura = Retenção + Expansão − Custo de Conversão
Precisão + Disponibilidade
Retenção
Quem recebeu o que foi prometido e encontrou a empresa quando precisou, volta.
Parceria + Aconselhamento
Expansão
Quem vê a empresa como aliada compra mais e indica.
A reputação de entrada
Custo de conversão
Quanto custa trazer alguém que já ouviu falar mal, ou que nem chegou a considerar.
Quando um pilar enfraquece, o número se move antes de aparecer na DRE.